O último continente sorteado foi a Europa, e para ela a organização do evento colocou o peso-pesado Ronaldo – quatro Copas do Mundo (1994, 1998, 2002 e 2006), duas vezes campeão (1994 e 2002) e artilheiro máximo dos Mundiais, com 15 gols. A seu lado, o valorizado Paulo Henrique Ganso, camisa 10 do Santos e da seleção brasileira na última Copa América.

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A eleição na Fifa
Em geral, eleições são a grande chance de se fazer uma faxina na administração. Mas, em se tratando da Fifa, não são poucas as dúvidas de que tal faxina pode mesmo acontecer. Nesta quarta-feira (1º/6), o suíço Joseph Blatter concorre a um quarto mandato à frente da entidade. E, como o único concorrente, o catariano Mohamed Bin Hammam, foi varrido do páreo, é quase certo que o suíço vai se eleger. A menos que 156 (ou mais) dos 208 delegados da Fifa votem pelo adiamento das eleições, uma ideia defendida pela Federação Inglesa.

As sedes das Copas de 2018 e 2022
Levar a Copa a novos mercados, onde os lucros prometidos são maiores, ou apostar em países onde tudo já estaria pronto. Este era o dilema que a Fifa vivia para escolher as sedes das Copas de 2018 e 2022. Nesta quinta-feira (2/12), os delegados da entidade cravaram a primeira opção. Assim, a gigantesca Rússia vai receber o Mundial de 2018. O minúsculo Qatar, a de 2022 (o blog acertou a aposta no Qatar, mas errou a da Rússia, já que cravava a Inglaterra). Na prática, o futebol vai, pela primeira vez, a dois territórios ainda inexplorados: o Leste Europeu e o Oriente Médio.
De acordo com as regras da Fifa, o país-sede de cada Mundial é decidido quando um concorrente tiver mais da metade dos votos dos membros do Comitê Executivo da Fifa presentes à sessão — que, no caso, eram 22. O concorrente que tiver menos votos é eliminado.
A Rússia concorria contra Inglaterra e as candidaturas conjuntas de Espanha/Portugal e Holanda/Bélgica. Considerada favorita, a Inglaterra foi eliminada logo na primeira rodada de votação, com apenas dois votos. A Rússia liderou o primeiro pleito, com nove. A definição do país-sede da Copa do Mundo de 2018 veio na segunda rodada, quando a Rússia recebeu 13 dos 22 votos, derrotando as candidaturas conjuntas de Espanha e Portugal (7 votos), e Bélgica e Holanda (dois).
O Qatar quase venceu a disputa para 2022 na primeira votação, quando recebeu 11 dos 22 votos. A Austrália foi o primeiro país eliminado, com só um voto. Na segunda rodada, o Japão caiu (dois votos) e o Catar voltou a liderar (com 10). Na terceira rodada, a Coreia do Sul (cinco votos) caiu, e o Catar ficou por um voto de vencer ao receber o apoio de 11 dos 22 delegados — os Estados Unidos tiveram seis. Na quarta e última rodada, o Catar venceu os Estados Unidos com 14 votos a 8.
A avaliação técnica dos próprios especialistas da Fifa indicassem que Rússia e Qatar tinham as duas piores candidaturas. Nada de estádios 100% prontos dentro das exigências da Fifa ou infraestrutura completa — coisa que todos os outros concorrentes, à exceção da Austrália — tinham.
Ao mesmo tempo, eram as duas candidaturas mais ricas. Os russos optaram por construir tudo e, com isso, oferecer contratos bilionários ao mundo do futebol. O gasto seria de US$ 3,8 bilhões para erguer ou reformar 13 estádios. O Qatar vai investir ainda mais: US$ 14 bilhões. E promete estádios com ar condicionado, para combater o calor do deserto.
Enquanto isso, o Brasil, a menos de quatro anos da Copa, mal consegue fazer as obras (de estádios e de infraestrutura) decolarem.

Será o fim da prorrogação em Copas?
A Fifa fala em promover uma mudança radical na Copa do Mundo, a partir de 2014, para acabar com empates e aumentar a média de gols. Entre as opções cogitadas estão a dispuita de pênaltis mesmo após empates na fase de grupos, a volta da morte súbita ou, mais radicalmente, extinguir a prorrogação. Pelo menos é o que disse o presidente da entidade, Joseph Blatter. Segundo ele, algumas equipes no Mundial da África do Sul entraram em campo apenas para não perder. Como resultado, houve monotonia em muitos jogos.



