Brasil empata com a Bolívia, consegue uma marca e “larga” outra

Foto: Pedro Martins  /MoWa Press

Neymar cumprimenta o goleiro Lampe, da Bolívia. Foto: Pedro Martins /MoWa Press

 

Com o Brasil classificado com quatro rodadas de antecedência para a Copa do Mundo, a reta final das Eliminatórias ficou irrelevante em termos de resultados. Serviria apenas para bate recordes e para Tite testar jogadores. Nesta quinta-feira (5/10), contra a Bolívia, em La Paz, Tite testou apenas um jogador de fato, o lateral-esquerdo Alex Sandro – que no momento é a terceira opção para a posição. No mais, a seleção atingiu uma marca e perdeu a chance de  alcançar outra.

Ao empatar sem gols com os bolivianos, o Brasil não pode mais ter a melhor campanha da história das eliminatórias. Nas eliminatórias para a Copa de 2002, a Argentina fez 43 pontos. O Brasil pode chegar a 41. Tite, ao menos, manteve-se invicto no classificatório. Soma agora nove vitórias e dois empates. Falta enfrentar o Chile, nesta terça-feira (10/10).

A marca que o Brasil obteve, no entanto, não tem a ver com a invencibilidade de Tite. Parece incrível, mas a incipiente Bolívia é a equipe que mais venceu o Brasil na história do classificatório. Tudo começou em 1993, quando os bolivianos venceram por 2 a 0, com dois gols nos cinco minutos finais – o primeiro deles, um frango antológico do goleiro Taffarel. Era a primeira vez na história que a seleção perdia um jogo de Eliminatórias. Depois, os bolivianos venceram o time de Luiz Felipe Scolari (2 a 1) em 2001, empataram com a equipe de Parreira (1 a 1) em 2005 e sobrepujaram o escrete de Dunga (2 a 1) em 2009.

O truque da Bolívia é, e sempre foi, a altitude de La Paz, a 3.600m acima do nível do mar. Todos os outros times sofrem quando jogam lá. Desta vez, chegando poucas horas antes da partida, o Brasil não apresentou dificuldade com a altitude ou o ar rarefeito. O truque boliviano da vez teve outro nome: Lampe. O goleiro resolveu ter uma atuação daquelas para colocar no DVD com estrelinha. Aos 23 minutos do 1º tempo, ele espalmou um chute de Neymar no canto esquerdo. Aos 32, evitou outra vez um gol de Neymar. Aos 38, defendeu (com o rosto) um chute à queima-roupa de Gabriel Jesus. Aos 42, saiu aos pés de Neymar e travou a bola – depois contou com a sorte ao ver o zagueiro Valverde salvar, em cima da risca, duas finalizações de Neymar. Aos 45, o goleiro defendeu um chute venenoso de Daniel Alves. No segundo tempo, logo no 1º minuto, Paulinho desviou um cruzamento, Lampe tocou na bola e ela ainda beijou a trave, sem entrar. Aos 14, Neymar saiu na cara de Lampe e ele defendeu… com a cara. Aos 32, o goleiro salvou um chute forte de Willian. Ao 37, por fim, ele aparou uma cabeçada perigosa de Gabriel Jesus. A Bolívia resumiu-se a uma bola no travessão, chutada por Bejarano, aos 46-1º.

Atuações do Brasil contra a Bolívia

Alisson 6,0 Seguro. E teve sorte; a bola que levou no travessão pegou na risca e não entrou
Daniel Alves 6,0 Um chute com perigo. Erros e acertos na defesa
Thiago Silva sem nota Razoável até sair machucado
Marquinhos 6,0 Entrou aos 30-1º. Manteve o nível
Miranda 6,5 Atuação segura na defesa
Alex Sandro 5,0 Tímido no apoio, deu espalho na defesa
Casemiro 7,0 Forte na marcação, deu alguns bons passes
Paulinho 7,0 Deu fluência ao meio-de-campo e quase fez um golaço
Fernandinho Sem nota Entrou aos 36-2º. Jogou pouco tempo
Renato Augusto 6,0 Atuação burocrática, mas correta
Philippe Coutinho 5,0 Único que parece ter sentido a altitude. Errou bastante
Willian 6,0 Entrou aos 20-2º. Deu mais mobilidade ao meio-de-campo
Gabriel Jesus 6,0 Mexeu-se bem, mas perdeu um gol na cara do goleiro
Neymar 6,0 Criou muitas chances de gol; perdeu-as na mesma medida

 

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