Com uma semana de “atraso”, Tite assume a seleção brasileira

Tite2

Tite assumiu oficialmente a seleção brasileira nesta segunda-feira (20/6). Uma notícia que todo mundo já sabia, uma vez que o antecessor Dunga foi demitido uma semana antes e o Corinthians confirmou que Tite seria o sucessor. Desde então, CBF e o próprio treinador desconversaram sobre uma confirmação oficial a respeito.

O treinador agora ex-Corinthians esteve duas vezes como bola da vez para assumir a seleção. Uma em 2014, após a Copa. A seleção precisava de um técnico que soubesse trabalhar com jovens, dominasse esquemas táticos e, de preferência, fosse carismático. Contudo, a CBF preferiu o retorno de Dunga.

A segunda vez foi em abril deste ano. Tite chegou a confirmar que foi sondado pela CBF para assumir o cargo. A CBF, negou, pois pegaria muito mal. Mas ali já havia um recado: a permanência de Dunga dependia do desempenho da seleção na Copa América. Com a equipe perdeu para o Peru e foi eliminada na primeira fase…

Agora, Tite empresta credibilidade a uma entidade sem credibilidade. Tanto que o próprio Tite chegou a assinar um manifesto pedindo a renúncia do presidente da CBF, Marco Polo del Nero. Um dirigente que não sai do país porque corre risco de ser preso no exterior. Aliás, seu antecessor, José Maria Marin, foi preso nos Estados Unidos.

Na apresentação de segunda-feira, havia a grande pergunta que não queria calar: como Tite iria lidar com Marco Polo del Nero? A pergunta foi feita mais de uma vez. A resposta: “A maneira que tenho de contribuir é essa: manter a mesma opinião, mas evoluir a seleção brasileira. Democratização, transparência, modernização, esses adjetivos permanecem como conceito em todas as áreas, seja minha área ou a área política. É aquilo que eu penso”.

Tite agora está por cima. Realiza seu sonho de treinar a seleção, algo para o qual ele se preparou. Ele mesmo admite que o trabalho pode ou não dar certo, ao se deparar com uma situação desconfortável nas Eliminatórias para a Copa de 2018. A seleção está em 6º lugar num grupo que classifica apenas cinco equipes. Há tempo para recuperar? Há. O Brasil pode ficar de fora do Mundial? “É um risco”, avisou o treinador.

Del Nero, por sua vez, está por baixo. Topou trabalhar com alguém que não o aprova como mandatário maior da CBF. Mas, agora, tem Tite como um escudo. Ao dar ao povo o nome que o povo queria no comando da seleção – ao contrário do que havia feito com Dunga –, o dirigente alivia a pressão sobre si.

Uma curiosidade: Tite é o único treinador brasileiro que ganhou todos os títulos possíveis para clubes brasileiros. Foi campeão estadual (com Grêmio, 2001, Internacional, 2009, e Corinthians, 2013), do Brasileirão (Corinthians, 2011 e 2015), da Copa do Brasil (Grêmio, 2001), da Copa Sul-Americana (Internacional, 2008), da Libertadores (Corinthians, 2012) e Mundial (Corinthians, 2012) e da Recopa Sul-Americana (Corinthians, 2013).

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

No Banner to display