Sexta-feira 13, sorte do Brasil e azar da Argentina

Sexta-feira 13 é dia de azar. Azar teve a França, vítima de atentados terroristas no meio do amistoso entre franceses e alemães. Azar teve a Argentina, que, sem contar com Messi, tropeçou em casa. Já o empate do Brasil contra os argentinos em Buenos Aires (1 a 1), nesta sexta-feira (13/11), não pode ser chamado de azar.

Pelo contrário. No primeiro tempo o Brasil deu sorte de não ter sido goleado. O time do técnico Dunga, que vem jogando no 4-2-3-bolaproNeymar, desta vez tinha Neymar em campo. Só que apostou numa tática diferente, uma espécie de 6-0-4. Seis atrás, ninguém no meio e quatro na frente. Assim, tome ligação direta entre defesa e ataque.

Não funcionou. E a Argentina tomou conta do meio-de-campo. Criou várias chances – logo no primeiro minuto, Roncaglia avançou pelo setor onde deveria estar Filipe Luiz e tentou encobrir o goleiro Alisson, que percebeu a artimanha e fez bela defesa. Mas a defesa brasileira tinha David Luiz e Filipe Luiz. Este último deu todo o espaço que os portenhos poderiam sonhar. E David Luiz jogou como se estivesse no Mineirão, naquele 8 de julho de 2014… foi facilmente envolvido. Sorte que a Argentina não jogou como Alemanha, e por isso fez só um gol. Filipe Luiz deu espaço, David Luiz falhou duas vezes – uma no posicionamento defensivo, ao abandonar Lavezzi, e outra ao não cortar a bola cruzada por Higuaín que passou ao seu alcance. Gol da Argentina. Lavezzi, aos 33 minutos.

Na segunda etapa, a Argentina quase ampliou a vantagem logo no 1º minuto. O Brasil contou com a sorte e Banega parou na trave, em lance que o goleiro Alisson já estava batido. Mas aí Dunga trocou Ricardo Oliveira por Douglas Costa. E a partir daí o time canarinho passou a cantar no meio-de-campo. Neymar, como um falso 9, teve mais liberdade para avançar e chutar a gol. E iniciou a jogada do gol brasileiro, com uma bela inversão de jogo do lado esquerdo para o direito. Daniel Alves dominou e cruzou de trivela. Douglas Costa cabeceou no travessão. Lucas Lima finalizou no rebote. E o goleiro Romero aceitou.

Foi apenas uma de algumas jogadas trabalhadas pela seleção. Tudo parecia muito bem até David Luiz voltar a aparecer. Aos 41 minutos, ele tomou cartão amarelo por reagir com o cotovelo a uma falta. Dois minutos depois, ele roubou uma bola na defesa e se lançou ao ataque com se não houvesse amanhã. Apesar de ter opções de passes, ele tentou sair driblando todo o mundo, foi desarmado e reclamou falta. Reclamou? Acabou expulso. Para muitos, amanhã não deveria ter David Luiz na seleção.

Seja como for, o empate até que foi uma sorte. O Brasil somou 4 pontos em três jogos. Nesta terça-feira (17/11), o adversário é o Peru. É obrigação brasileira vencer.

 

Atuações do Brasil contra a Argentina
Alisson

6,5

Uma bela defesa no começo do jogo. Foi seguro. Sem culpa no gol
Daniel Alves

6,5

Pecou no gol da Argentina. Salvou outro gol da Argentina. Ajudou a fazer gol na Argentina
Miranda

6,0

Cometeu um erro apenas. No mais, seguro
David Luiz

3,5

Falhou duas vezes no gol da Argentina. Cometeu outros erros. E foi expulso tolamente
Filipe Luiz

4,5

Sem força na marcação, deu muito espaço
Luiz Gustavo

5,0

Acertou muitos passes, mas os que errou foram bisonhos
Elias

5,0

Irregular no meio-de-campo
William

6,5

Esforçado, foi bem na parte tática
Gil

Sem nota

Entrou aos 44-2º.
Lucas Lima

6,0

Fez o gol – uma bola que sobrou para ele – e nada mais
Renato Augusto

5,5

Entrou aos 20-2º. Discreto
Neymar

6,0

Não brilhou, mas deu dois chutes perigosos e iniciou a jogada do gol
Ricardo Oliveira

5,0

Isolado, apagado e sacrificado no ataque
Douglas Costa

6,5

Entrou aos 11-1º. Ajudou no gol. Com ele, o time passou a ter meio-de-campo

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