Chile 2 x 0 Brasil. Ainda não é terra arrasada. Mas…

O Brasil estreou nesta quinta-feira (8/10) nas Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo de 2018, na Rússia. E perdeu para o Chile por 2 a 0, em Santiago. Foi a primeira vez que a seleção estreou com derrota no classificatório.

Perder até que não seria anormal. O Chile é o atual campeão da Copa América. E o Brasil não foi bem na mesma Copa América. Fez uma média de 1,25 gol por jogo contra adversários como Peru, Venezuela e Paraguai – todos ficaram de fora da Copa de 2014 – e perdeu para a Colômbia

O problema é a maneira com que perdeu.

Contra o Chile, o time jogou no 4-2-3-bola pro Neymar. Só que não tinha Neymar em campo. Estava suspenso, pela expulsão na Copa América. Consequentemente, não havia chute a gol. Houve apenas uma finalização que exigiu algum trabalho por parte do goleiro chileno. O resto foi para fora. Se o primeiro tempo teve algum equilíbrio, no segundo tempo, o Chile tomou conta do campo e marcou os dois gols da vitória quando a defesa brasileira cedeu.

Quando Dunga assumiu a seleção após o fiasco no Mundial de 2014, o Brasil somou 10 vitórias seguidas, incluindo triunfos sobre França (na França), Argentina (com Messi) e o mesmo Chile desta quinta-feira. Bastou entrar um competição oficial no caminho – a Copa América – e o time naufragou.

Para a Copa da Rússia, a Eliminatória classifica quatro países de forma direta e leva mais um à repescagem. O alento do jogo com o Chile é ter sido fora de casa. Para o Brasil, basta vencer todos os jogos em casa e somar um pontinho fora. Isso dá 28 pontos. Com a Eliminatória nesse formato com 10 equipes, apenas uma vez a equipe que somou pelo menos 50% dos pontos ficou de fora: a Colômbia, 6ª colocada no classificatório de 2002, com 27 pontos – o Uruguai, que ficou em 5º e jogou a repescagem, também fez 27 pontos e foi superior no saldo de gols. Para 2006, o Uruguai ficou em 5º ao somar 25 pontos (46%). Para 2010, a Celeste novamente terminou em 5º, com 24 pontos (44%). Nos dois casos, o quarto colocado tinha 28 pontos – Paraguai, em 2006, e Argentina, em 2010.

De qualquer forma, a repescagem será contra o campeão da Oceania. Se não passar de um adversário cujo nível máximo é a Nova Zelândia… No caso do Brasil, por incrível que pareça, é melhor perder de 7 a 1 que não ir à Copa.

O próximo jogo, por sinal, é contra a Venezuela, em Fortaleza, nesta terça-feira (13/10)

Atuações do Brasil diante do Chile (pelo amigo Silvio Rauth Filho)

Jefferson 5,5 Poderia ter evitado o 1º gol. Razoável nos demais lances.
Dani Alves 5 Alguns errinhos na defesa e pouco útil no apoio.
Miranda 5,5 Razoável na maior parte do tempo, mas também falhou.
David Luiz 5,5 Bons desarmes, mas problemas de posicionamento.
Marcelo 5 Começou bem algumas jogadas, mas terminou mal.
Luiz Gustavo 5 Cedeu espaços e foi envolvido pelo meio-campo do Chile.
Elias 4,5 Fraco na marcação e quase inútil na armação.
Willian 6 Foi quem mais tentou atacar. Razoável.
Oscar 4,5 Perdeu os quatro melhores ataques do Brasil.
Douglas Costa 5 Dois lances de velocidade. Fora isso, quase nada.
Hulk 5 Dois chutes. Fora isso, muito pouco na área.
Marquinhos 4,5 Entrou aos 34-1º. Colaborou nos dois gols.
Ricardo Oliveira s/n Entrou aos 31-2º. Jogou pouco tempo.
Lucas Lima s/n Entrou aos 37-2º. Jogou pouco tempo.

 

 

RODADA 1

Bolívia 0 x 2 Uruguai

Colômbia 2 x 0 Peru

Venezuela 0 x 1 Paraguai

Chil 2 x 0 Brasil

Argentina 0 x 2 Equador

 

CLASSIFICAÇÃO PG J V E D GP GC SG %
Chile

3

1

1

0

0

2

0

2

100

Colômbia

3

1

1

0

0

2

0

2

100

Equador

3

1

1

0

0

2

0

2

100

Uruguai

3

1

1

0

0

2

0

2

100

Paraguai

3

1

1

0

0

1

0

1

100

Venezuela

0

1

0

0

1

0

1

-1

0

Argentina

0

1

0

0

1

0

2

-2

0

Bolívia

0

1

0

0

1

0

2

-2

0

Brasil

0

1

0

0

1

0

2

-2

0

Peru

0

1

0

0

1

0

2

-2

0

 

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