Alemanha 1 x 0 Argentina. O acerto de contas no por-do-sol no Rio

Alemanha e Argentina chegaram à final da Copa do Mundo de 2014 com muitas contas a acertar. Era a melhor seleção contra a seleção do ex-melhor do mundo. Era o terceiro duelo em finais depois que, nas duas decisões anteriores, cada equipe saiu vencedora uma vez. O duelo pela melhor campanha do Mundial, já que ambos chegaram à decisão com cinco vitórias e um empate. A Europa ameaçando a supremacia dos americanos nas terras americanas em Mundiais. Duelo do melhor ataque (17 gols em 6 jogos) contra a segunda melhor defesa da Copa (3 gols sofridos em 6 jogos). Era um acerto de contas ao por-do-sol no Rio de Janeiro (a imagem acima foi captada por imagens de TV no intervalo da partida).

Deu Alemanha, a melhor seleção, sobre a seleção do ex-melhor do Mundo, Messi. Um a zero. Gol na prorrogação.

Com um gol de um herói improvável: Mario Götze, 21 anos. Nem titular ele era – perdeu a posição na equipe durante o Mundial. Mas, no decorrer da partida, ele entrou. A sete minutos do fim, ele recebeu uma bola de Schürrle, matou no peito e, no ar, finalizou meio de voleio, cruzado, à esquerda do goleiro Romero. Era o gol do título.

A final teve início previsível. A Alemanha, no 4-3-3, tentou impor seu toque de bola; a Argentina retrancou-se com suas duas linhas de quatro jogadores. Embora no papel Messi fosse um meia no esquema 4-4-2, ele na verdade atuava como atacante, sem obrigação de marcar, ao passo que Lavezzi fechava a segunda linha de marcação.

O desenho do jogo favoreceu os contragolpes da Argentina. Aos 3 minutos, Higuaín recebeu em velocidade, invadiu a área pela direita e bateu cruzado, com perigo. Aos 8, Messi ameaçou na linha de fundo. Aos 20, uma bola mal recuada por Kroos, no meio-de-campo, quase gerou o primeiro gol da Argentina, mas Higuain, livre, de frente para o gol, finalizou para fora. Aos 29, Lavezzi cruzou e Higuaín, em impedimento, mandou para as redes. O gol foi anulado.

Só depois disso, e de uma mudança inesperada, a Alemanha reagiu. Aos 30 minutos, o volante Kramer – que entrara de última hora na vaga de Khedira, machucado durante o aquecimento – levou uma pancada de Garay na cabeça, caiu e não conseguiu mais voltar. Schürrle, um meia,  entrou. E foi dele o primeiro chute com algum perigo da equipe, aos 36 minutos, mas Romero defendeu. Aos 46, Kroos cobrou escanteio e Höwedes, sem marcação dentro da área, cabeceou na trave.

O jogo parecia não mudar de postura na etapa final. Logo no primeiro minuto, Messi avançou pela esquerda, entrou na área e bateu cruzado A bola saiu rente à trave esquerda. Em outro lance, Higuaín recebeu um lançamento longo, na ponta-direita. Neuer teve que sair quase na risca da área para afastar a bola com um soco – os argentinos reclamaram de pênalti do goleiro no atacante. Com o passar do tempo, a Argentina – que jogava uma prorrogação pela terceira vez na copa – cansou e a Alemanha cresceu. Mas não conseguiu criar lances relevantes. No melhor deles, aos 25 minutos, Schürrle tabelou com Müller dentro da área e perdeu.

Veio a prorrogação.

Nela, a Argentina teve uma grande chance 7 minutos. Palácio recebeu livre e ficou cara a cara com Neuer. Poderia ter finalizado rasteiro diante de um goleiro que saía em “X”, mas preferiu encobri-lo e mandou para fora. Mais cansados, os argentinos apelam para faltas mais violentas, e o árbitro italiano Nicola Rizzoli nada fazia para coibir a violência. Schweinsteiger, por exemplo, levou três faltas em seguida num intervalo de cinco minutos – na terceira delas, a cotovelada de Agüero, que abriu um corte no rosto do alemão, não foi punida nem com cartão amarelo. Os portenhos estavam mais interessados em levar a decisão para os pênaltis. Até que, aos 8 minutos das etapa final, Schürrle fez cruzamento preciso para Götze (que havia entrado a dois minutos do fim do tempo normal) marcar. No fim, Messi chutou, por cima, a última chance de gol da Argentina. A Alemanha festejava o triunfo no ajuste de contas.

 

Alemanha 1 x 0 Argentina
Alemanha (4-3-3)
1.Neuer 6,5
16.Lahm 6,5
20.Boateng 7,5
5.Hummels 7,5
4.Höwedes 6
7.Schweinsteiger 7
23.Kramer 6
><9.Schürrle, 32-1 6,5
18.Kroos 6,5
13.Müller 7
11.Klose 6
><19.Götze, 43-2 7
8.Özil 5,5
><17.Mertesacker, 15-2 prorr. s/n
Argentina (4-4-2)
1.Romero 6
4.Zabaleta 7
15.Demichelis 6,5
2.Garay 6,5
16.Rojo 6,5
14.Mascherano 6,5
6.Biglia 6
8.Pérez 6
><5.Gago, 41-2 5,5
10.Messi 6
22.Lavezzi 5,5
><20.Agüero, int 5
9.Higuaín 5,5
><18.Palacio, 33-2 5,5

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