O craque maior de Copa nenhuma

Um dos maiores nomes da história do futebol mundial, Alfredo di Stéfano morreu nesta segunda-feira (7/7), aos 88 anos, no Hospital Gregorio Marañón, em Madri, na Espanha. Ele estava internado desde o último sábado, quando sofreu uma parada cardiorrespiratória ao sair de um restaurante. Di Stéfano é o craque maior de Copa nenhuma, já que nunca teve a chance de disputar um jogo em Mundiais.

Nesse ponto, levou azar.

Nascido em Buenos Aires, no dia 4 de julho de 1926, ele poderia ter defendido o seu país na Copa de 1946, desde que houvesse Copa do Mundo naquele ano – o torneio foi suspenso devido à Segunda Guerra Mundial.

Poderia ter disputado em 1950, mas a Argentina desistiu de disputar as Eliminatórias. Especialmente porque o país perdeu seus principais jogadores, Di Stéfano entre eles, para uma liga pirata da Colômbia, e com isso não havia material humano para uma seleção competitiva.

Poderia ter disputado os mundiais de 1954 e 1958, não pela Argentina ou pela Colômbia, e sim pela Espanha, já que se naturalizou espanhol. Mas a Espanha não avançou naquelas eliminatórias.

Em 1962, Di Stéfano, às vésperas de completar 36 anos, estava no grupo espanhol que foi ao Mundial do Chile. Mas havia sofrido uma lesão. A previsão era de que estaria recuperado para as partidas finais. Num grupo com Brasil, Tchecoslováquia e México, a Espanha não sobreviveu à primeira fase – em grande parte por erros de arbitragem na partida diante do Brasil. E assim acabou sua última chance de disputar uma Copa.

Por outro lado, Di Stéfano é considerado o principal ídolo da história do Real Madrid, onde atuou de 1953 a 1964 – não é pouco, considerando que o clube já teve Zamora, Kopa, Del Sol, Puskas, Gento, Hierro, Raúl, Casillas, Ronaldo, Cristiano Ronaldo… Ao todo, somou oito títulos espanhóis, cinco da Copa dos Campeões da Europa (todos de 1956 a 1960) e um do Mundial (1960). Em 510 jogos oficiais, marcou 418 gols. Foi eleito o melhor jogador europeu em 1957 e 1959. Ocupou o posto de presidente de honra do Real até o último dia de sua vida.

Um pensamento sobre “O craque maior de Copa nenhuma

  1. Armando

    Muito bem postado sobre Di Stéfano. Não sabia destes dados sobre ele, já pensei no porquê ele nunca ter disputado um jogo de copa, agora está esclarecido. Foi uma pena, um craque desta magnitude somaria marcas nos registros das copas, talvez até marcas que perdurariam até hoje, tendo em vista, segundo seus dados, uma média de 0,81 gols em sua carreira por jogo. Se ele tivesse jogado na copa de 1954, imagine, a média de gols por jogo aumentaria ainda mais, passando provavelmente os 5,4. Valeu.

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