Alemanha 2 x 1 Argélia. Havia um fantasma de 1982

Em 1982, a Argélia apronto uma das três maiores zebras da história das Copas. Estreante na ocasião, bateu a Alemanha, então campeã europeia, por 2 a 1. E não foi daquelas zebras que faz um gol por acaso e depois segura o placar favorável; os africanos saíram na frente, sofreram o empate e correram até marcar o segundo gol e, aí sim, assegurar a vitória. Pois este fantasma bem que queria entrar em campo nesta segunda-feira (30/6), quando alemães e argelinos duelavam por uma vaga nas quartas-de-final da Copa do Mundo de 2014. Foi por pouco. Os alemães venceram por 2 a 1, com gols só na prorrogação.

Se reeditada, a zebra seria comparável à de 1982. A Alemanha era a grande favorita no confronto no Beira-Rio e, com seu 4-3-3, começou dominando – logo a 2 minutos, Mustafi recebeu por trás do lateral Ghoulam, em condição legal, mas o auxiliar brasileiro marcou impedimento inexistente. A Argélia tinha a sua estratégia com uma linha de quatro defensores e outra de cinco jogadores marcando ferozmente no meio-de-campo. Na frente, apenas Slimani. E o time africano incomodou. Aos 8 minutos, ele aproveitou um espaço deixado por Mertesacker e saiu livre. Não fez o gol porque foi desarmado por Neuer, fora da área. Doiks minutos depois, ele foi desarmado na hora H por Mertesacker. Depois Feghouli ficou livre e chutou por cima. Slimani foi pego em impedimento em lance perigoso. Depois, Neuer teve de intervir aos pés do atacante para mandar para a lateral, de carrinho. Aos 39, Mostefa bateu forte, a bola desviou em Boateng e quase entrou no gol de Neuer, já batido. Os lances se contrapunham a um domínio estéril alemão.

Na etapa final, os alemães mantiveram o toque de bola e tiveram uma boa chance logo no começo. Schürrle, que tinha entrado no lugar de Götze, chutou em cima da zaga e a bola quase encobriu o goleiro M’Bolhi. Mas os germânicos só passaram a dominar de fato depois que Mustafi saiu, dando lugar a Khedira, e Lahm retornou à lateral-esquerda, a partir dos 25 minutos – pouco antes, Lahm havia chutado de fora da área e M’Bolhi fez grande defesa. O goleiro argelino foi se tornando o nome do jogo, ao defender uma cabeçada perigosa de Müller e outra de Schweinsteiner. Com o placar sem gols, a prorrogação foi inevitável.

Logo no primeiro minuto do tempo extra, Müller passou por três marcadores e cruzou e Schürrle, que abriu o placar com um toque de letra meio esquisito – ou, segundo as más línguas, não com um toque de letra, mas com um garrancho. A partir daí, a Alemanha desperdiçou várias oportunidades – Belkalem salvou uma de Müller, em cima da risca, Özil displicente, perdeu outra e Kramer e Müller também erraram. Até que, aos 14 minutos do segundo tempo, já com vários jogadores sentindo câimbras, os alemães marcaram o segundo gol. Özil recebeu livre na área e tocou para Kramer, tirando do goleiro. O alemão finalizou e Belkalem salvou, mas a bola voltou para Özil fuzilar. O gol parecia ter definido o confronto, mas, nos acréscimos, Djabou marcou para a Argélia. Em seguida o jogo acabou, com vitória alemã e um fantasma exorcizado.

 

Alemanha 2 x 1 Argélia
Alemanha (4-3-3)
1.Neuer 6,5
21.Mustafi 6
><6.Khedira, 25-2 6
17.Mertesacker 6
20.Boateng 6
4.Höwedes 5,5
16.Lahm 6
7.Schweinsteiger 6
><23.Kramer, 4-2 prorr. s/n
18.Kroos 6,5
8.Özil 7
13.Müller 6
19.Götze 5
><9.Schürrle, int 7
Argélia (4-2-3-1)
23.M’Bolhi 8
20.Mandi 6
4.Belkalem 7,5
5.Halliche 6,5
><2.Bougherra, 7-1 prorr. 6
3.Ghoulam 6
22.Mostefa 5,5
8.Lacen 6
10.Feghouli 7
19.Taïder 5,5
><11.Brahimi, 33-2 6
15.Soudani 6
><18.Djabou, 10-1 prorr. 6,5
13.Slimani 6

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