Costa Rica 1 x 1 Grécia. Navas reboca e time navega

Costa Rica e Grécia. O duelo das zebras nas oitavas-de-final da Copa do Mundo, neste domingo (29/6). Os bolões de antes da Copa cravavam um duelo de Costa do Marfim ou Japão contra Itália ou Uruguai. Com o inesperado confronto, ficaram em saber como apostar. Previa-se apenas que, entre dois times defensivistas, o gol dificilmente sairia. De fato, foi difícil sair, bem como foi difícil sair um vencedor. A Costa Rica avançou porque tinha o goleiro Navas, herói nas cobranças de pênaltis após um empate em 1 a 1.

Armada num 4-2-3-1, a Grécia tomou a iniciativa, apostando principalmente nas jogadas aéreas. Mas isso não atemorizava a Costa Rica, que em seu esquema 5-4-1 ficou invicta diante de adversários bem mais cascudos, como Itália e Inglaterra. Aliás, o retrospecto na primeira fase, que inclui ainda uma vitória sobre o Uruguai, deixava os costarriquenhos como favoritos à vaga. Mas o time dependia muito das jogadas de Bryan Ruiz e Campbell, que não estavam nos seus melhores dias, e com isso pouco produziu. A melhor chance de gol da primeira etapa foi grega. Após cruzamento, Salpingidis finalizou de primeira, a 7 metros do gol, para excelente defesa de Navas.

Na etapa final, a Costa Rica abriu o placar aos 6 minutos, meio por acaso. Bryan Ruiz chutou fraco, da meia-lua, e o goleiro Karnezis ficou olhando a bola até que ela entrou no canto esquerdo. Um minuto dois, os gregos escaparam de destino pior: Torosidis cortou com a mão uma bola que iria para Bolaños e o árbitro ignorou o pênalti.

Os gregos ganharam uma sobrevida depois que o zagueiro Duarte fez falta feia em Holebas e recebeu seu segundo cartão amarelo – com isso, deixou o campo aos 21 minutos. E tentaram atacar de todas as formas. Conseguiram empatar aos 45 minutos. Gekas chutou cruzado e Navas fez boa defesa, mas a bola caiu com Papastatopoulos, que emendou de primeira, com o goleiro caído. Na sequência, Mitroglou quase virou o jogo, de cabeça, mas Navas fez uma grande defesa.

Na prorrogação, a Grécia, com um jogador a mais, dominou, mas não conseguiu o gol diante da bem fechada Costa Rica. No último lance, Mitroglou recebeu passe de Gekas e chutou. Navas salvou de novo.

Nos pênaltis, os times acertaram três cobranças cada – Borges, Ruiz e Gonzalez para a Costa Rica e Mitroglou, Christodoulopoulos e Holebas para a Grécia – até que Campbell converteu o dele e Gekas viu Navas espalmar seu chute. Com isso, a cobrança de Umaña, se convertida, classificaria os costarriquenhos. E isso aconteceu. Graças a Navas, a Costa Rica navegou para as quartas-de-final, para enfrentar a Holanda.

 

Costa Rica 1 (5) x (3) 1 Grécia
Costa Rica (5-4-1)
1.Navas 8
16.Gamboa 6
><2.Acosta, 32-2 6
6.Duarte 5
3.Gonzalez 6,5
4.Umaña 6,5
15.Díaz 6
5.Borges 5,5
17.Tejeda 6
><22.Cubero, 21-2 5,5
10.Ruiz 7
7.Bolaños 6,5
><14.Brenes, 38-2 6
9.Campbell 5,5
Grécia (4-2-3-1)
1.Karnezis 6
15.Torosidis 6
4.Manolas 6
19.Papastatopoulos 7
20.Holebas 6,5
2.Maniatis 5,5
><21.Katsouranis, 32-2 6
22.Samaris 5,5
><9.Mitroglou, 13-2
14.Salpingidis 5
><17.Gekas, 24-2 5
10.Karagounis 6,5
16.Christodoulopoulos 6,5
7.Samaras 6,5

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