Uruguai 2 x 1 Inglaterra. A balada do pistollero

Uruguai e Inglaterra entraram em campo pressionados. Se algum deles perdesse, provavelmente estaria fora da Copa. A Inglaterra resolveu apostar no mesmo esquema e escalação que não fizeram feio diante da Itália – havia apenas uma mudança de posicionamento entre Sterling e Rooney – este passou a ser o meia centralizado no esquema 4-2-3-1.

Já o Uruguai mudou praticamente meio time. Saíram o zagueiro Lugano (com uma lesão estranha que ninguém confirmou nem negou), o volante Gargano, o meia Stuani e o atacante Forlán – sem contar Maxi Pereira, suspenso pela escalação na estreia. Cáceres, lateral-esquerdo, entrou no lado direito e abriu espaço para Alvaro Pereira no lado esquerdo. Lodeiro e Alvaro Gonzalez entraram no meio-de-campo. E, no ataque, retornou ele, Suárez, el pistollero.

Suárez, artilheiro do campeonato inglês com 31 gols pelo Liverpool, era o principal jogador do Uruguai antes da Copa, mas passou por artroscopia no joelho e não se recuperou a tempo de jogar contra a Costa Rica, na estreia. O time perdeu por 3 a 1.

Com Suárez e Cavani, o Uruguai tinha uma dupla de ataque que incomodava a Inglaterra, apesar de esta ter mais posse de bola. Suárez chegou a tentar um gol olímpico e não o fez porque o goleiro Hart defendeu. Os dois, porém, tramaram um bom contra-ataque aos 39 minutos. Suárez roubou a bola e serviu Cavani, que esperou o momento certo para cruzar. Quando o fez, Suárez estava nas costas de Jagielka e cabeceou no contrapé do goleiro, marcando 1 a 0.

Na etapa final, Suárez tentou outro gol olímpico, e Hart teve que se entortar todo para defender. O lance foi tão perigoso que até o GoalRef, sistema que avalia se a bola entrou mesmo, foi acionado – e confirmou que não houve gol.

Depois disso, os ingleses tentaram a reação, mas esbarraram em boas defesas do goleiro Muslera – entre outras, ele espalmou uma bomba à queima-roupa de Rooney – e na bem-entrincheirada defesa. A garra era tanta que Alvaro Pereira levou uma joelhada (involuntária) na cabeça e, apesar de ter perdido os sentidos por algum tempo, recusou-se a ser substituído quando o médico uruguaio propôs a troca. E ficou em campo.

A resistência uruguaia só quebrou quando Johnson fez boa jogada pela direita e encontrou Rooney sem marcação na pequena área. Ele completou e marcou seu primeiro gol em Copas –está em seu terceiro mundial.

O jogo estava mais para a Inglaterra, superior em posse de bola e finalizações. Mas o goleiro Muslera interceptou um dos inúmeros cruzamentos à área. Ao repor a bola, mandou-a no exato ponto em que estavam Cavani e Gerrard. Gerrard ganhou pelo alto e, ao raspar de cabeça na bola, mandou-a para… Suárez. Gerrard mandar a bola para Suárez é uma cena que ocorreu várias vezes neste ano no Liverpool, mas desta vez os dois estavam em lados opostos. O atacante uruguaio aproveitou o presente do colega de clube, dominou a bola na área e fuzilou o goleiro Hart, aos 39 minutos. O Uruguai se fechou em Copas – el pistollero Suárez deu lugar ao zagueiro Coates, o que deixou o time num 6-3-1, isso mesmo – e segurou a vitória por 2 a 1.

 

Uruguai (4-1-3-2)
1.Muslera 7
22.Cáceres 6
13.Giménez 6
3.Godín 6,5
6.Alvaro Pereira 6
17.Arévalo Rios 6,5
20.Alvaro González 6,5
><4.Fucile,33-2 s/n
14.Lodeiro 6
><11.Stuani, 22-2 5,5
7.Christian Rodríguez 6
21.Cavani 7
9.Suarez 8
><19.Coates, 43-2 s/n
Inglaterra (4-2-3-1)
1.Hart 6
2.Johnson 6,5
5.Cahill 6
6.Jagielka 5,5
3.Baines 6
4.Gerrard 6
14.Henderson 6
><18.Lambert, 42-2 s/n
11.Welbeck 5,5
><20.Lallana, 26-2 5,5
10.Rooney 7
19.Sterling 5,5
><21.Barkley, 19-2 5,5
9.Sturridge 6,5

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