Só hecatombe impede o Uruguai de vir à Copa do Mundo

Nunca foi tão fácil para o Uruguai disputar uma repescagem intercontinental. Na tarde desta quarta-feira (13/11), o time goleou a Jordânia por 5 a 0, fora de casa. Será que a Celeste ainda pode ficar de fora? Pode, mas é mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha, como dizem no Oriente Médio, que a Jordânia golear o Uruguai por 6 a 0 no caldeirão do estádio Centenário, em Montevidéu.

É a quarta vez seguida que o Uruguai disputa a repescagem. Nas três anteriores, o time passou aperto. Em 2001, perdeu o primeiro jogo para a Austrália (1 a 0) e foi à Copa da Japeia-2002 porque, em casa, goleou por 3 a 0. Em 2005, em novo confronto contra os australianos, houve uma vitória por 1 a 0 de cada lado e os uruguaios perderam a vaga nos pênaltis. Para o Mundial de 2010, o Uruguai se classificou após o mata-mata contra a Costa Rica, então treinada pelo brasileiro René Simões. Venceu o primeiro jogo (1 a 0), em San José, e empatou em casa (1 a 1), no sufoco. Se tivesse levado mais um gol, a Celeste teria sido eliminada, devido ao critério do gol fora de casa.

No jogo em Amã, a Jordânia até que tentou ameaçar, com cruzamentos e 11 finalizações ao todo. Mas o Uruguai foi mais eficiente. Variou jogadas. Atacou com precisão. E finalizou também com mais precisão — 8 na direção do gol, de um total de 17, contra apenas duas certas do time da casa. E o baladado atacante Suárez se deu ao luxo de ser coadjuvante. Ele participou do 2º gol, ao cruzar a bola para Stuani marcar. Cavani fez um (o 5º, de falta), cabeceou a bola que gerou o primeiro gol — Maxi Pereira completou para dentro, após defesa do goleiro — e criou a jogada do terceiro, marcado por Lodeiro. O quarto gol foi de Christian “Cebola” Rodríguez, após cruzamento de Alvaro Pereira.

Curiosidade do confronto: os treinadores dos dois times, Oscar Tabárez e Hossan Hassan, estiveram na Copa do Mundo de 1990, na Itália. Tabárez era o técnico do Uruguai, em sua primeira passagem pela Celeste. Hassan era o principal atacante da seleção do Egito. Apesar de ser o maior artilheiro da história da seleção do país (82 gols), não fez gol naquele que foi seu único Mundial.

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