Bélgica, Colômbia e Suíça serão cabeças de chave da Copa de 2014. Sério mesmo?

Normalmente, a Copa do Mundo tem como cabeças-de-chave o país-sede e as seleções mais tradicionais. Os suspeitos de sempre são Brasil, Alemanha, Itália, Argentina, Espanha, França e Inglaterra. Não é o que acontecerá em 2014. Como os cabeças-de-chave são definidos pelo ranking da Fifa – algo que acontece desde 1998 –, há o risco de uma equipe com “camisa pesada” não liderar um grupo. Em 2014, Itália, França e Inglaterra não terão esse privilégio. Darão lugar a Bélgica, Colômbia e Suíça. Eles se juntam aos tradicionais Brasil, Alemanha, Espanha e Argentina – e ao Uruguai (se for à Copa) ou à Holanda (se os uruguaios naufragarem na repescagem). Os cabeças foram definidos pela lista da Fifa divulgada nesta quinta-feira (17/10).

Aqui, cria-se uma controvérsia.

De um lado, deve-se admitir que o ranking da Fifa é indiscutível. Mostra quem está em melhor momento. Ponto. Se uma seleção tem tradição, mas não está bem no ranking (caso da França, 21ª colocada), fica de fora da lista de cabeças-de-chave. Simples assim. Nesse contexto, o Brasil, pentacamepeão mundial e 11º no ranking, não seria cabeça de um grupo em 2014 se não fosse o país-sede.

Porém, parte do charme de cada grupo da Copa, de ter uma seleção com prestígio, se esvai. A Copa do Mundo mostra que as camisas têm peso na hora do onze contra onze. O Ranking não respeita esse peso. Há o risco de se ter uma chave com equipes inexpressivas – por exemplo, Suíça, Irã, Bósnia e Honduras, citando apenas quem já está classificado – e uma forte demais, com Brasil, Itália, Inglaterra e Estados Unidos.

A Fifa não confirmou oficialmente em seu site. Mas sabe-se que o sorteio das chaves, em 6 de dezembro, terá quatro potes. Um deles, com os cabeças-de-chave: Brasil, Espanha, Alemanha, Argentina, Suíça, Bélgica, Colômbia e Uruguai (se for à Copa) ou Holanda. O segundo com as seleções da Concacaf e da Ásia: Estados Unidos, Costa Rica, Honduras, México ou Nova Zelândia, Irã, Coreia do Sul, Japão e Austrália. O terceiro, com sul-americanos (Chile e Equador), africanos (Gana ou Egito, Nigéria ou Etiópia, Burkina Fasso ou Argélia, Costa do Marfim ou Senegal e Tunisia ou Camarões) e o repescado número 4 da Europa (ou a Jordânia, caso esta passe pelo Uruguai). Por fim, o quarto conta com Itália, Inglaterra, Rússia, Bósnia, Holanda (se o Uruguai for à Copa) e os repescados 1, 2 e 3 da Europa.

Dito isso, o sorteio das chaves, em 6 de dezembro, pode criar chaves imprevisíveis. Que tal um “grupo da morte” com Espanha, Holanda (as duas finalistas em 2010) e os perigosos Estados Unidos e Costa do Marfim? Ou um grupo bagaceira, como Suíça, Honduras, Burkina Fasso (ou Argélia) e a estreante Bósnia? Ou um grupo com um favorito disparado e três times imprevisíveis, como Brasil, Coreia do Sul, Gana e Rússia? Ou um em que o cabeça-de-chave perde em prestígio de Copa do Mundo para todos os outros times, como Colômbia, Itália, México e Camarões?

É esperar para ver.

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