Brasil não se mexe no ranking da Fifa e termina ano em 6º
O Brasil fechou o ano de 2011 como sexto colocado do ranking da Fifa, segundo a lista divulgada pela entidade nesta quarta-feira (21). Era de se esperar. Sem jogos disputados no último mês, e sem pontuação relevante para descartar em anos anteriores, a equipe não tinha como sair do lugar. Assim, a lista desta quarta-feira nada mais fez que repetir a anterior, de novembro, pelo menos no que diz respeito aos 19 primeiros lugares. Dessa forma, a Espanha fechou, pela quarta vez seguida, um ano como primeira colocada no ranking. Isso vem se repetindo desde 2008, quando o país faturou a Eurocopa, e se acentuou em 2010, com o título mundial. Os espanhóis têm 1.564 pontos, seguido de Holanda (1.365), Alemanha (1.345), Uruguai (1.309) e Inglaterra (1173). O Brasil tem 1.143.
Neste ano, o Brasil obteve sua menor pontuação bruta nos últimos quatro anos: 417,86. O valor de 2011 tem 100% de peso. Nos anos anteriores considerados pelo ranking, as pontuações brutas foram de 484,46 (2008), 943,54 (2009) e 689,59 (2010). Porém, à medida que os anos passam, essas pontuações perdem peso. A de 2008, por exemplo, tem peso de 20% — portanto, o total é de 96,89. A de 2009 pesa 30% (fica em 283,06). E a de 2010 pesa 50% (fica em 344,79). É da soma dessas pontuações com porcentuais embutidos que a Fifa chega, no caso do Brasil, aos 1.143 pontos no ranking.
A título de comparação, a pontuação bruta da Espanha de 2008 foi de 982,32 (com o peso de 20%, dá 196,46), em 2009 foi de 782,76 (ou 234,83 com o peso de 30%), em 2010 foi de 1.044, 29 (522,15 com o peso de 50%) e em 2011 chegou a 610,39 (tem peso de 100%). Com os porcentuais de pesos, chega-se à soma de 1.564 pontos.
O primeiro ranking da Fifa de 2012 sai no dia 18 de janeiro, mas não deve ter mudanças significativas porque as seleções ainda não entraram em campo para a disputa de amistosos.



Graduado em Publicidade e em Jornalismo, Lycio Vellozo Ribas é jornalista esportivo desde 1998, ano em que começou a trabalhar no Jornal do Estado, em Curitiba. Era subeditor de esportes durante a Copa do Mundo de 1998. Depois, chegou aos cargos de editor e secretário de redação, que exerce até hoje. Como profissional de jornalismo, viu de perto as Copas de 1998, 2002 e 2006. Mas a carreira como pesquisador de informações sobre futebol começou mesmo em 1982. De porte de um álbum de figurinhas, ele acompanhou o Mundial daquele ano – e, assim como milhões de brasileiros, sentiu-se órfão de uma seleção que jogava bonito, mas não levou o título. Ali começou a busca por informações sobre aquele que é o maior espetáculo da Terra.

