Como ficou a tabela Copa do Mundo de 2014

Desfeito o mistério. A Copa do Mundo de 2014 terá a final no Maracanã e a partida de abertura em São Paulo. Foi o que anunciaram, nesta quinta-feira (20/10), o secretário geral da Fifa, Jerome Valcke, e o presidente da CBF e do Comitê Organizador Local, Ricardo Teixeira, em solenidade rápida na sede da Fia, em Zurique (Suíça). Nada que já não tivesse sido projetado.

Valcke disse que foram feitas 57 versões da tabela, até que se chegasse a essa. Mesmo com um dado pretensamente técnico, houve muita politicagem para a escolha. Como compensação por não ter levado o jogo de abertura, Brasília ganhou alguns mimos. Vai receber sete partidas — um a mais que São Paulo e o mesmo número do Rio de Janeiro — e, na fase de grupos, receberá a seleção brasileira. As cidades do Nordeste, turisticamente fortes, vão levar mais jogos, mesmo com menos tradição em futebol que, por exemplo, Porto Alegre.

Pela tabela final, o Comitê da Copa reservou um mínimo de quatro partidas para todas as cidades. Essa é a distribuição de jogos, por cidade

Belo Horizonte: Quatro jogos da fase de grupos, uma partida das oitavas-de-final, uma das semifinais
Brasília: Quatro jogos da fase de grupos, uma partida das oitavas-de-final, uma das quartas-de-final, decisão do terceiro lugar
Cuiabá: Quatro jogos da fase de grupos
Curitiba: Quatro jogos da fase de grupos
Fortaleza: Quatro jogos da fase de grupos (incluindo o terceiro jogo do Brasil), uma partida das oitavas-de-final, uma das quartas-de-final
Manaus: Quatro jogos da fase de grupos
Natal: Quatro jogos da fase de grupos
Porto Alegre: Quatro jogos da fase de grupos, uma partida das oitavas-de-final
Recife: Quatro jogos da fase de grupos, uma partida das oitavas-de-final
Rio de Janeiro: Quatro jogos da fase de grupos, uma partida das oitavas-de-final, uma das quartas-de-final, decisão da Copa
Salvador: Quatro jogos da fase de grupos, uma partida das oitavas-de-final, uma das quartas-de-final
São Paulo: Quatro jogos da fase de grupos, uma partida das oitavas-de-final, uma das semifinais
E mais. “Cada sede terá no mínimo um jogo de um cabeça-de-chave”, disse Ricardo Teixeira. A ideia é que, em tese, todas as cidades recebam pelo menos um jogo de grande apelo.
Os cabeças-de-chave incluem obrigatoriamente o país-sede (Brasil), o campeão mundial (Espanha) e, fora estes, os seis mais bem colocados no ranking da Fifa. Se fosse hoje, os cabeças seriam Brasil (realocado no grupo A), Espanha, Holanda, Alemanha, Uruguai, Itália, Inglaterra e Portugal (ou Grécia, pois ambos estão na mesma posição na lista). A Argentina, 10ª no ranking, não seria cabeça. Mas é preciso calcular duas coisas. Primeiro: todos (Espanha, inclusive) ainda vão disputar as Eliminatórias, que reservam muitas surpresas. Segundo: até o sorteio dos grupos, em dezembro de 2013, muita coisa vai acontecer em termos de ranking da Fifa.
A abertura da Copa será no dia 12 de junho, uma quinta-feira, às 17 horas. Especula-se que é para evitar uma partida da seleção brasileira em uma sexta-feira, 13. Nas últimas três Copas, o jogo inaugural sempre ocorreu em uma sexta. A final será no dia 13 de julho, um domingo, às 16 horas. Estabeleceu-se ainda que a fase de grupos, com 48 confrontos, tenha jogos às 13 horas, às 16 horas, às 19 horas e às 22 horas. Os duelos das oitavas e das quartas-de-final serão às 13 horas e às 17 horas. As semifinais, às 17 horas. E a decisão do terceiro lugar, às 16 horas. E vale a relação clima-geografia. Jogos na região Sul serão sempre de dia, para minimizar os efeitos do frio, enquanto partidas no Norte e Nordeste serão à noite, para minimizar o calor.
Também foi definido o caminho do Brasil até a final. Teixeira impediu que a seleção jogasse em estádios com capacidade inferior a 60 mil pessoas. A seleção será cabeça-de-chave no grupo A e vai disputar partidas em São Paulo, Fortaleza e Brasília, nesta ordem. Se a seleção ficar em primeiro no grupo, viajará para Belo Horizonte (oitavas-de-final), Fortaleza (quartas) e Belo Horizonte (semifinal) antes da final, no Rio de Janeiro. Se não cumprir a expectativa e terminar em segundo no grupo, vai para Fortaleza (oitavas), Salvador (quartas) e São Paulo (semifinal) antes da final, no Rio de Janeiro. Então quer dizer que, se o Brasil não chegar à final da Copa, não jogará no Maracanã? Pois é. Embasbacado, Ricardo Teixeira não conseguiu responder a essa pergunta.

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