Definições sobre a Copa de 2014
A Fifa vai anunciar nesta quinta-feira (20/10), na Suíça, que cidades vão receber quais jogos na copa do Mundo de 2014. De quebra, vai anunciar também o calendário do torneio e confirmar que Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza e Rio de Janeiro serão sedes da Copa das Confederações, em 2013. Há alguns pontos que são tábula rasa.
- A final será no Maracanã. O estádio no Rio de Janeiro ainda vai receber mais sete jogos, totalizando oito. É pouco provável, porém, que receba também a decisão da Copa das Confederações, uma vez que as reformas no estádio vão se estender até março de 2013 — e, para as Confederações, a Fifa quer todos tinindo até dezembro de 2012. Por se tratar do Rio de Janeiro, a Fifa faz vistas grossas a todos os problemas.
- São Paulo vai receber a abertura da Copa do Mundo — que terá necessariamente o Brasil, país-sede — e mais cinco ou seis jogos. Concorre ainda a uma semifinal. Não vai participar da Copa das Confederações, já que o Itaquerão só fica pronto no fim de 2013.
- A outra semifinal será em Belo Horizonte. A cidade ainda é a mais cotada para a final da Copa das Confederações. A abertura desse torneio seria em Brasília.
- Na primeira fase, a seleção brasileira vai jogar em São Paulo (na partida de abertura), Fortaleza e Brasília. No passar de fases, não atuará em nenhuma cidade cujo estádio não comporte pelo menos 65 mil pessoas — o que exclui Curitiba, Cuiabá, Manaus, Natal e Recife.
- Cada uma das 12 cidades sede vai receber, no mínimo, quatro jogos da Copa. Sendo que, destes, pelo menos um será na fase de mata-mata — oitavas e quartas-de-final.
- Em Curitiba e Porto Alegre, os jogos serão de dia, para minimizar o frio do inverno na região Sul. Em Manaus, Cuiabá e nas cidades do Nordeste, os jogos tendem a ser à noite, por causa do calor.
- Foram feitas 57 tabelas diferentes até se chegar a um consenso. Assim, não seria uma surpresa se aparecer alguma mudança de última hora.



Graduado em Publicidade e em Jornalismo, Lycio Vellozo Ribas é jornalista esportivo desde 1998, ano em que começou a trabalhar no Jornal do Estado, em Curitiba. Era subeditor de esportes durante a Copa do Mundo de 1998. Depois, chegou aos cargos de editor e secretário de redação, que exerce até hoje. Como profissional de jornalismo, viu de perto as Copas de 1998, 2002 e 2006. Mas a carreira como pesquisador de informações sobre futebol começou mesmo em 1982. De porte de um álbum de figurinhas, ele acompanhou o Mundial daquele ano – e, assim como milhões de brasileiros, sentiu-se órfão de uma seleção que jogava bonito, mas não levou o título. Ali começou a busca por informações sobre aquele que é o maior espetáculo da Terra.

