Sorteio das Eliminatórias para a Copa de 2014 – Europa
O último continente sorteado foi a Europa, e para ela a organização do evento colocou o peso-pesado Ronaldo – quatro Copas do Mundo (1994, 1998, 2002 e 2006), duas vezes campeão (1994 e 2002) e artilheiro máximo dos Mundiais, com 15 gols. A seu lado, o valorizado Paulo Henrique Ganso, camisa 10 do Santos e da seleção brasileira na última Copa América.
O peso de Ronaldo se justificava pela expectativa que o sorteio gerava. A França, campeã mundial em 1998 e vice em 2006, não era cabeça de chave, e o sorteio poderia colocá-la e, um grupo com outra superpotência, como Alemanha, Itália, Inglaterra ou Espanha. Enquanto Ganso sorteou as equipes de baixo dos grupos, coube a Ronaldo a honra de tirar as bolinhas com os melhores times do continente, segundo o ranking da FIFA. Os grupos, que abrigam os 53 candidatos a 13 vagas, ficaram assim.

Assim, Espanha e França caíram no mesmo grupo. Por causa do regulamento, pode ser que uma das duas seja eliminada de cara. Afinal, apenas o primeiro colocado de cada chave garante vaga direta do Mundial. E, dentre os segundos colocados, apenas os oito de melhor campanha avançam para arriscar a sorte em um mata-mata que vale as quatro vagas restantes. Entretanto, é pouco provável que Espanha e França deixem de avançar. Afinal, os outros times do grupo I – Bielorússia, Geórgia e Finlândia – são adversários bem mais fracos e em tese serão surrados duas vezes cada um por franceses e espanhóis. E a classificação dos segundos colocados para a repescagem não é por pontuação pura e simples, e sim por aproveitamento de pontos. Uma maneira de compensar o descompasso que um grupo com menos times causaria em relação aos outros.



Graduado em Publicidade e em Jornalismo, Lycio Vellozo Ribas é jornalista esportivo desde 1998, ano em que começou a trabalhar no Jornal do Estado, em Curitiba. Era subeditor de esportes durante a Copa do Mundo de 1998. Depois, chegou aos cargos de editor e secretário de redação, que exerce até hoje. Como profissional de jornalismo, viu de perto as Copas de 1998, 2002 e 2006. Mas a carreira como pesquisador de informações sobre futebol começou mesmo em 1982. De porte de um álbum de figurinhas, ele acompanhou o Mundial daquele ano – e, assim como milhões de brasileiros, sentiu-se órfão de uma seleção que jogava bonito, mas não levou o título. Ali começou a busca por informações sobre aquele que é o maior espetáculo da Terra.

