Inglaterra para a Copa de 2018 e Catar para a de 2022?
A Fifa decide hoje as sedes das Copas de 2018 e 2022. A escolha de duas sedes de uma só vez está cercada de mistério, principalmente depois que delegados da Fifa foram flagrados aceitando propina para votar em um ou outro país-sede. Sabe-se apenas que a Copa de 2018 será a Europa, e a de 2022, fora do Velho Continente.
Nos dois casos, de um lado há potências do esporte ou da economia. Do outro, países emergentes que acenam com promessas de lucros sem precedentes para a Fifa. Estes últimos, porém, podem ser prejudicados por causa do Brasil. É isso mesmo. Irritada com a (previsível) falta de definições do país-sede da Copa de 2014, a entidade tende a escolher países que possuem infraestrutura adequada para sediar uma Copa que começasse hoje mesmo.
Nesse contexto, a Inglaterra surge como favorita para 2018. Ela tem a concorrência das candidaturas conjuntas Espanha-Portugal (a Espanha foi, soziha, sede em 1982) e Bélgica-Holanda (sedes da Eurocopa de 2000). A Rússia, que já sediou uma Olimpíada (nos tempos da União Soviética, em 1980) é a azarã.
Para 2022, a opção mais segura seriam os Estados Unidos, onde o futebol decolou depois de ter recebido a Copa de 1994. A Austrália surge como segunda opção, uma vez que a infraestrutura não é um problema e o futebol é cada vez mais popular.
Mas, se o dinheiro pesar, o Catar será o escolhido. A pouca extensão territorial — menor que a do estado do Rio de Janeiro — pode pesar contra (para abrigar muita gente, entre delegações e turistas) ou a favor (favorece os deslocamentos). Os xeques têm dinheiro mais que suficiente para investimentos e o país insiste que está na hora do Oriente Médio receber o Mundial.
Os outros concorrentes serão Japão e Coreia do Sul. Aliados na Copa de 2002, desta vez eles apresentaram uma candidatura cada. São os menos cotados, apesar da experiência.
O anúncio final será dado nesta quinta-feira (2/12). O blog, humildemente, aposta em Inglaterra e Catar. Mas tudo pode acontecer. É esperar para ver.



Graduado em Publicidade e em Jornalismo, Lycio Vellozo Ribas é jornalista esportivo desde 1998, ano em que começou a trabalhar no Jornal do Estado, em Curitiba. Era subeditor de esportes durante a Copa do Mundo de 1998. Depois, chegou aos cargos de editor e secretário de redação, que exerce até hoje. Como profissional de jornalismo, viu de perto as Copas de 1998, 2002 e 2006. Mas a carreira como pesquisador de informações sobre futebol começou mesmo em 1982. De porte de um álbum de figurinhas, ele acompanhou o Mundial daquele ano – e, assim como milhões de brasileiros, sentiu-se órfão de uma seleção que jogava bonito, mas não levou o título. Ali começou a busca por informações sobre aquele que é o maior espetáculo da Terra.

