EUA 0 x 2 Brasil – A estreia de Mano Menezes

10 de agosto | Postado por Lycio |

Para um time que nunca tinha jogado junto, e que contava com vários estreantes, a seleção brasileira começou muito bem sob o comando de Mano Menezes. Venceu os Estados Unidos por 2 a 0, na noite desta terça-feira (10/8), em Nova Jersey (EUA). Melhor que isso: mostrou um futebol convincente, contra uma equipe formada — 15 dos 22 jogadores da delegação norte-americana estiveram na última Copa do Mundo — e que sempre dificulta as coisas para o adversário.

Teoricamente, o Brasil estava teoricamente formatado no 4-3-3, com Robinho na ponta-direita, Alexandre Pato de centroavante e Neymar na ponta-esquerda. Na prática, pode-se dizer que era o 4-2-3-1, esquema que fez sucesso na Copa do Mundo da África do Sul. Robinho e Neymar, atacantes de ofício, trocavam de posição e voltavam para fechar a marcação quando a equipe não tinha a bola. Paulo Henrique Ganso fez o papel do armador clássico. E Lucas e Ramires eram dois volantes que desarmavam, marcavam e apoiavam com qualidade — coisa que Gilberto Silva e Felipe Melo ficaram devendo na África do Sul.

No futuro, talvez possa soar exagero dizer que havia certa semelhança do Brasil de Mano com a Espanha campeã mundial. Depois de 10 minutos de desentrosamento e nervosismo, o Brasil tomou conta do jogo. E fez o que os espanhóis executaram na Copa: muita troca de passes até que se achasse alguém em plena condição de finalizar. A seleção repetiu também o grande defeito da equipe campeã mundial. Muitas vezes, os jogadores preferiam um último passe ao arremate, principalmente quando entravam em diagonal na área. E não foram poucos os gols perdidos cara a cara com o goleiro. Alexandre Pato perdeu dois, André errou um, Carlos Eduardo finalizou fraquinho quase na risca da pequena área. Ganso e Robinho ainda mandaram duas bolas na trave. Ah, sim: os gols foram de Neymar, de cabeça, aos 28 minutos, após cruzamento de André Santos, e Alexandre Pato, aos 46-1º. Ele aproveitou passe agudo de Ramires, driblou o goleiro e mandou para dentro.

Atuações do Brasil
Victor: Fez uma defesa com muito reflexo. Foi bem nas bolas aéreas. 6,5
Daniel Alves: Razoável na defesa, mas destoou do resto do time, ao errar muitos passes. 4,5
Thiago Silva: Seguro quando precisou. Foi bem protegido por David Luiz. 6
David Luiz: Fez vários desarmes. Cometeu apenas um erro, em jogada áerea, na partida. 7
André Santos: Além do cruzamento para o 1º gol, deu um chute perigoso. E defendeu bem. 7
Lucas: Protegeu bem o meio-campo. Excelente na cobertura dos colegas. Errou alguns passes. 7
Ramires: Deu o 2º gol para Alezandre Pato marcar. Correu muito. Fez muitas faltas. 7
Hernanes: Entrou aos 15-2º. Jogou com muita pose e pouca produtividade. 5,5
Paulo Henrique Ganso: Parecia lento, mas mexeu-se muito e deu passes precisos. 7
Jucilei: Entrou aos 44-2º. Sem nota
Robinho: Encorpou o meio e apareceu no ataque. Finalizou duas vezes com perigo. 7
Diego Tardelli: Entrou aos 35-2º. Prendeu demais a bola em algumas jogadas. sem nota
Alexandre Pato: Fez o 2º gol, mas perdeu outros dois, na cara do goleiro. 5,5
André: Entrou aos 21-2º. Só foi acionado nos 15 minutos finais. Deu dois chutes a gol. 6
Neymar: Anotou um gol de cabeça, mexeu-se pelas duas pontas e levou constante perigo. 7,5
Éderson: Entrou aos 27-2º. Em seu primeiro lance, sentiu uma lesão muscular e saiu. Sem nota
Carlos Eduardo: Entrou aos 29-2º. Deu velocidade ao time, mas perdeu um gol feito. 6

Uma resposta para “EUA 0 x 2 Brasil – A estreia de Mano Menezes”

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Sobre o Autor

Autor do livro O Mundo das CopasGraduado em Publicidade e em Jornalismo, Lycio Vellozo Ribas é jornalista esportivo desde 1998, ano em que começou a trabalhar no Jornal do Estado, em Curitiba. Era subeditor de esportes durante a Copa do Mundo de 1998. Depois, chegou aos cargos de editor e secretário de redação, que exerce até hoje. Como profissional de jornalismo, viu de perto as Copas de 1998, 2002 e 2006. Mas a carreira como pesquisador de informações sobre futebol começou mesmo em 1982. De porte de um álbum de figurinhas, ele acompanhou o Mundial daquele ano – e, assim como milhões de brasileiros, sentiu-se órfão de uma seleção que jogava bonito, mas não levou o título. Ali começou a busca por informações sobre aquele que é o maior espetáculo da Terra.

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