Dinamarca 1 x 3 Japão – A primeira faz tchan, a segunda faz tchun, e tchan-tchan-tchan-tchan

Japão e Dinamarca disputaram, nesta quinta-feira (23/6), um duelo direto por uma vaga nas oitavas-de-final da Copa do Mundo. Os asiáticos tinham a vantagem de poder empatar. Os europeus, entretanto, estavam mais cotados. A avaliação era de que a força física e as bolas erguidas para a área fariam diferença. Mas o Japão tinha uma arma a seu favor: as cobranças de falta. Precisas como um lâmina de katana, essas jogadas ajudaram a cortar os vikings da Copa de 2010.

A primeira lamina fez tchan aos 17 minutos. Honda cobrou falta frontal e acertou o canto esquerdo. O goleiro dinamarquês colaborou para que a bola entrasse, ao deixá-la passar entre as mãos. A segunda lâmina fez tchun aos 30 minutos. quando Endo cobrou outra falta e guardou na bola no canto esquerdo. O Japáo, mesmo com apenas um atacante (Honda), era superior. E os três avantes dinamarqueses pouco produziram.

Na etapa final, uma terceira lâmina quase fez tchan de novo quando Endo cobrou falta de muito longe e o goleiro Sorensen deixou a bola escapar. Foi salvo pela trave. Depois disso, a Dinamarca foi atrás da virada e pressionou. A aposta nas bolas erguidas á area japonesa foi insistentemente repetida. Porém, os dinamarqueses, mesmo superiores em termos de tamanho — têm a segunda maior média de altura da Copa —, não conseguiram o objetivo. Os zagueiros Nakazawa e ulio Tanaka compensaram a altura inferior com um posicionamento perfeito e rechaçaram todos os lances. Isso até que Hasebe cometeu pênalti em Agger. Tomasson cobrou, o goleiro espalmou e o próprio Tomasson marcou no rebote. Mas o Japão ainda tinha seu bom toque de bola. E Honda, em boa jogada indidual, deixou Okazaki livre para — tchan-tchan-tchan-tchan — fechar a conta em 3 a 1. A Dinamarca, pela primiera vez, caía na primeira fase de uma Copa. E os japoneses, azarões do grupo, habilitaram-se para enfrentar o Paraguai nas oitavas-de-final.

DINAMARCA 1
Sorensen; Jacobsen, Agger, Kroldrup e Simon Poulsen; Christian Poulsen, Jorgensen (Jakob Poulsen) e Kahlenberg (Eriksen); Rommedahl, Bendtner e Tommason. Técnico: Morten Olsen

JAPÃO 3
Kawashima; Komano, Nakazawa, Tulio Tanaka e Nagatomo; Abe, Matsui (Okazaki), Endo (Inamoto), Hasebe e Okubo (Kanno); Honda. Técnico: Takeshi Okada

Local: estádio Royal Bafokeng, em Rustemburgo
Gols: Honda, aos 17, e Endo, aos 30min do 1º tempo; Tommason, aos 36, e Okazaki, aos 42min do 2º tempo
Juiz: Jerome Damon (África do Sul)
Cartões amarelos: Christian Poulsen, Kroldrup, Bendtner (D), Nagatomo e Endo (J)

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