Inglaterra 1 x 1 Estados Unidos
Ingleses e norte americanos, cotados como favoritos do grupo C, duelaram neste sábado (12/6). A declarada tática dos Estados Unidos, formatados num 4-4-2 clássico, era irritar o inglês Rooney, um notório pavio-curto. Não precisou. Rooney só deve ter irritado o técnico da Inglaterra, Fábio Capello, pois mal pegou na bola no primeiro tempo. Os ingleses, também armados num 4-4-2 clássico, dominaram enquanto se propuseram a jogar bola.
Heskey, escalado como o boi-de-piranha no ataque do time, funcionou, e deu passe para Gerrard, o faz-tudo do Liverpool, marcar 1 a 0 logo a 4 minutos. Mas o time de Capello recuou. Sinal verde para o empate dos Estados Unidos, num chute despretensioso de Dempsey que Green deixou escapar, aos 40 minutos. Provavelmente será o grande frango da Copa. Não era à toa que o treinador dos ingleses tinha dúvidas para definir o titular da posição.
Na etapa final, o jogo foi equilibrado. Taticamente muito organziados, os Estados Unidos engessaram o adversário. A Inglaterra só esteve superior no curto espaço de tempo que Rooney resoloveu jogar, entre os 25 e os 35 minutos. Mas o que os ingleses queriam mesmo era resolver o jogo na bola áerea. A preferência geral era para ir à linha de fundo e cruzar, mesmo quando jogadores como Gerrard e Lampard tinham espaço para chutar de fora da área. Ninguém quis testar se a Jabulani vai mais rápido mesmo.
A propósito: foi o primeiro empate verificado no duelo entre as duas equipes.
Inglaterra 1
Green; Glen Johnson, King (Carragher), Terry e Ashley Cole; James Milner (Wright-Phillips), Gerrard, Frank Lampard e Aaron Lennon; Heskey (Crouch) e Rooney. Técnico: Fábio Capello
Estados Unidos 1
Howard; Cherundolo, DeMerit, Onyewu e Bocanegra; Bradley, Clark, Dempsey e Donovan; Altidore (Holden) e Findley (Buddle). Técnico: Bob Bradley
Gols: Gerrard (4-1º), Dempsey (40-1º)
Data: 12/06/2010 (sábado)
Local: Royal Bafokeng, em Rostenburg
Árbitro: Carlos Eugênio Simon (BRA)
Auxiliares: Altemir Hausmann (BRA) e Roberto Braatz (BRA) Cartões amarelos: Millner, Carragher e Gerrard (ING), Cherundolo, DeMerit e Findley (EUA)



Graduado em Publicidade e em Jornalismo, Lycio Vellozo Ribas é jornalista esportivo desde 1998, ano em que começou a trabalhar no Jornal do Estado, em Curitiba. Era subeditor de esportes durante a Copa do Mundo de 1998. Depois, chegou aos cargos de editor e secretário de redação, que exerce até hoje. Como profissional de jornalismo, viu de perto as Copas de 1998, 2002 e 2006. Mas a carreira como pesquisador de informações sobre futebol começou mesmo em 1982. De porte de um álbum de figurinhas, ele acompanhou o Mundial daquele ano – e, assim como milhões de brasileiros, sentiu-se órfão de uma seleção que jogava bonito, mas não levou o título. Ali começou a busca por informações sobre aquele que é o maior espetáculo da Terra.

