Uma rápida palhinha dos amistosos de sábado

Sete seleções entraram em campo neste sábado (29/5) para disputar amistosos para a última Copa. A partir dessas partidas, dá para se ter uma noção do que vão fazer na Copa? Mais ou menos. É possível ver como a seleção se posiciona. Mas não se pode esperar que os jogadores disputem as bolas com vigor. Afinal, ninguém quer correr risco de ter uma contusão inútil às véspéras do Mundial. Foi o caso da vitória da Espanha sobre a Arábia Saudita por 3 a 2, na Áustria.

A rigor, a Arábia finalizou praticamente duas vezes, e em ambas fez gol. Primeiro, numa cabeçada de Osama, num lance em que o goleiro Casillas saiu mal do gol e o zagueiro Piqué, apesar de especialista em jogo aéreo, não subiu o bastante. Foi o primeiro gol do jogo. Depois, Al-Sahlawi arriscou de longe, a bola desviou em Al Numare e enganou Casillas. Àquela altura, a Espanha tinha virado, com gol de David Villa (de cabeça) e Xabi Alonso (de fora da área). Os espanhois mantiveram a posse de bola durante quase toda a partida, mas sem criar muitas chances. E a vitória surgiu apenas aos 46 minutos da etapa final, com Llorente, de cabeça. Conclusões: o time espanhol sofre com a ausência de Fernando Torres no ataque e os defensores Pique e Puyol não trazem para a seleção o entreosamento que obtêm jogando juntos no Barcelona. 

Em Budapeste, a Alemanha venceu fácil a Hungria por 3 a 0, com gols de Podolski, Mario Gomez e do brasileiro naturalizado alemão Cacau. Vitória fácil. A Hungria, muito temida nos anos 50, não assusta mais ninguém. Tanto que não vai a uma Copa desde 1986. Mesmo sem forçar, a Alemanha controlou o jogo do começo ao fim. Conclusões: os alemães, mesmo sem um craque — Ballack foi cortado por contusão —, serão um adversário difícil de ser batido. Mas também é pouco provável que batam um adversário de grande porte. Isso pode acontecer nas quartas-de-final, num provável duelo contra a Argentina. Ou até nas oitavas, quando o adversário pode ser os Estados Unidos.

Falando em Estados Unidos, a equipe enfrentou a Turquia e venceu de virada por 2 a 1, na Filadélfia. Arda Turan abriu o placar para os visitantes, mas os anfitriões viraram com Jozy e Dempsey. Não foi um jogo fácil para os norte-americanos. A vitória só veio com paciência e disciplina. Conclusão: num universo em que as equipes ainda buscam melhor entrosamento, a disciplina tática apresentada pelos ianques será fundamental.

E a Nova Zelândia, hein? Quem diria que seriam capazes de bater uma seleção que estará na Copa? Mas foi o que aconteceu em Klagenfurt, na Áustria. O time bateu a Sérvia por 1 a 0, gol de Shane Smeltz. Conclusões: os sérvios, que se autodenominam uma possível surpresa no grupo D, têm que abrir o olho. Gana e Austrália, adversários da chave, têm mais futebol que os neozelandeses. A Alemanha, então, nem se fala. E a Nova Zelândia talvez não seja tão fraca assim, embora a lógica indique para ela o último lugar numa chave que tem Itália, Paraguai e Eslováquia.

Outro resultado que pode ter surpreendido os analistas é o empate entre Camarões e Eslováquia (1 a 1). Num jogo relativamente equilibrado, Os europeus saíram na frente, gol de Kamil Kopunek aos 6 minutos. Os africanos empataram somente aos 38 minutos da etapa final, com Eyong Enoh. O curioso é que as duas equipes podem se enfrentar nas oitavas-de-final. Basta que Camarões fique em primeiro no grupo E (que tem Holanda, Dinamarca e Japão) e a Eslováquia, em segundo no F (com Itállia, Paraguai e Nova Zelândia). Ou vice-versa.

Só para lembrar: o Brasil ainda fará dois amistosos antes da Copa: contra Zimbábue, no dia 2 de junho, e contra a Tanzânia, no dia 7. A estreia brasileira é no dia 15, diante da Coreia do Norte, no estádio Ellis Park, em Johannnesburgo.

Um pensamento sobre “Uma rápida palhinha dos amistosos de sábado

  1. Pingback: Tweets that mention Uma rápida palhinha dos amistosos de sábado | O Mundo das Copas -- Topsy.com

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

No Banner to display